Estes, os conquistadores, vão à conquista, fazem-se à vida, são desinibidos, acham sempre que o melhor ainda está para vir. Geralmente autónomos, procuram edificar o seu próprio futuro, de preferência sem contar com benesses alheias. Sabem que ninguém dá nada a ninguém. Raramente ficam atidos aos dinheiros do estado ou de Bruxelas (no caso português, bem entendido). Têm com o dinheiro uma relação sem ambiguidade -usam-no, procuram ganhá-lo, dependendo dele o menos possível. São geralmente discretos e trabalhadores.
Por razões que falta apurar, no hemisfério norte os conquistadores concentram-se em geral sobretudo a norte e os herdeiros a sul (Alentejo em Portugal, Extremadura e Andaluzia em Espanha, Sicília em Itália). No hemisfério sul ocorre exactamente o contrário: conquistadores a sul, herdeiros a norte (Nordeste do Brasil, Norte da Argentina, Norte da África do Sul). Há, naturalmente excepções, o Algarve, por exemplo, ou o sul de França, mas a regra geral é a descrita acima.
Ao corrente de tal estado de coisas, Tomar a dianteira foi de abalada até Santa Maria da Feira, ver a Feira Medieval ("Viagem Medieval em Terra de Santa Maria"). Coisa grande, junto a um castelo pequenino. (Em Tomar é quase sempre o contrário. Porque será?). Dura dez dias e tem como objectivo produzir valor acrescentado. Há dezenas e dezenas de negócios efémeros. Dos comes e bebes à leitura da sina. Dos passeios de carroça ou a cavalo, aos torneiros de arqueiros; das demonstrações de combates medievais aos concertos de música contemporânea. Tudo a pagar. Bem organizado. Com a participação de mais de 5o associações do concelho, do país e do estrangeiro. Até indicam as casas de banho (esterqueiras) e tudo !!! A uma terça-feira havia milhares de visitantes. Dura até ao próximo dia 9. O melhor é ir lá ver. Preparado para andar uns quilometrozitos a pé, com algumas subidas. Pode ser que se consiga aprender qualquer coisinha. É só apanhar a A1 direcção Porto e sair para Santa Maria da Feira.
4 comentários:
Rebelo, os tomarenses não podem agir desta maneira porque são fidalgos. Fidalgos falidos, mas de sangue azul.
Acabem-se com as empresas e comtudo o que exija produção, porque geram poluição, mesmo que imaginária.
O mundo tem que tomar conta dos tomarenses.
Quis fidalgos qual carapuça. São mas é uns grandes mandriões. É o que faz a costela moura.
Não querem trabalho, mas sim emprego.
Para quê gastar o coiro quando podem obter tudo com a mão estendida...
Mim não plecebe.
Senhor Rebelo espera tomalenses vão aprender?
Cumé?
Tomalenses já sabele tudo.
Mim tele estado a dale uso meninges, Pensar, fazere isto em Tomar, depois pensar Directora Convento e forcados e chegar conclusão: Tira daí Dai o pensamento.
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