
Colaboração de PAPELARIA CLIPNETO
Hoje abrimos com o CIDADE DE TOMAR, o decano (Nada de má-língua! Decano significa o mais idoso, o mais antigo. Não tem nada a ver com interpretações do tipo cano, canalizador, canalizado e quejandos. Que fique claro!) Desejamos manter a cordialidade que desde há muitos anos nos liga ao amigo e conterrâneo António Madureira.
Pretendemos apenas chamar a atenção do leitor para a peculiar estrutura frásica do seu alambicado terceiro parágrafo. Outrossim para a sua evidente, enternecedora e excessiva modéstia. Casos destes são assaz raros na urbe gualdina, tendendo até a extinguir-se, razão mais do que suficiente -se outras se não perfilassem- para a nossa chamada de atenção, praticamente como pórtico da análise desta semana. O leitor tirará as conclusões que lhe parecem mais ajustadas à realidade envolvente.

É evidente que tais lapsos em nada prejudicam o cabal entendimento da peça, aliás estruturalmente muito bem feita. Poderá, porém, vir a dar-se o caso de alguns leitores mais cabecinhas pensadoras chegarem à conclusão de que "cesteiro que faz um cesto, também faz um cento", e daí concluírem que a informação veiculada pelo respeitado O MIRANTE afinal...

Desde há meses de sobreaviso, vamos ser claros na nossa posição sobre tal matéria. Qualquer que venha a ser a força política vencedora das próximas autárquicas, continuará a haver, como sempre houve, um conjunto de grandes problemas que só poderão ser resolvidos de forma satisfatória mediante prévio acordo de todos, ou pelo menos da maioria dos grupos representados tanto no Executivo como na Assembleia Municipal. Este é um deles. Oxalá quem vencer o próximo escrutínio tenha estaleca suficiente para ousar dialogar com todos.
Nós temos um projecto englobante para Tomar, conforme aqui vem sendo escrito, desde Novembro do ano passado. Nesse projecto há uma hipótese de solução (que é simultaneamente uma saída airosa e aliciante para ambos os contendores) para este complexo dossier. Dado que não pretendemos beneficiar à priori qualquer dos candidatos, mas nos aflige sobremaneira a situação em que nos encontramos e as sombrias perspectivas que nos aguardam, propomos que, uma vez empossados a próxima AM e o próximo executivo, nos seja dada a possibilidade de expormos perante ambos, ou somente na presença dos vereadores, o esqueleto do nosso projecto, naturalmente sujeito a aperfeiçoamentos provenientes das várias discussões, bem como a uma natural adaptação quase permanente à evolução do contexto local, regional e nacional. Aqui fica a oferta, com apenas uma condição -que ninguém tente "sacar" as ideias (do tipo "tirar nabos da púcara") e depois votar contra o projecto, para mais tarde as apresentar como criações pessoais. Redundaria num verdadeiro desastre, porque afinal os pais capazes ainda são os mais competentes para tutelar o crescimento e a educação dos filhos... e o passado recente de quase todos os actores implicados não pode, de modo algum, ser classificado de brilhante. Basta constatar os resultados. Por isso...
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